Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 20/08/2021
Na contemporaneidade um dos grandes tabus que permeia a sociedade brasileira é a problemática com relação a importância de debater sobre as doenças mentais. Esse fato mostra uma realidade distorcida, daquilo que é desconhecido, já que a falta de informações leva ao preconceito. Desse modo, esse é um dos desafios que deve ser visto como uma questão de saúde pública, e não como aversão, medo e descaso, o que leva a um retardo no acesso ao atendimento psiquiátrico adequado, ao reconhecimento dessa doença e o suporte necessário para inclusão social.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que as doenças mentais são um tema muito relevante, porém, de extrema invisibilidade, tanto pela falta de políticas públicas, quanto pela mídia e sociedade. Além disso, outro ponto é a depressão que cresce no mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), o Brasil tem a maior predominância da América Latina, a doença afeta 10,4% da população mundial e 15,5% dos brasileiros. Estes dados mostram a importância de uma abordagem mais ativa e séria sobre a temática, uma vez que a divulgação do conhecimento e discussão sobre o assunto trará menos preconceito e sofrimento psicológico social.
Somando a isso, um fator histórico e cultural que contribui para incetivar a psicofobia (preconceito contra as pessoas que têm transtornos e deficiências mentais) é o manicômio, que significa a maior forma de manifestação de exclusão, controle e violência contra o sofrimento mental. Assim, mesmo com passar dos anos o ciclo de intolerância continua, uma vez que falta de investimento em infraestrutura e profissionais especializados ainda é insuficiente, o que gera mais danos aos indivíduos, uma vez que o diagnóstico e o acompanhamento correto acabam sendo atrasado, podendo levar a riscos e consequências mais graves como a morte do indivíduo. Por isso, a discussão sobre o assunto é de grande importância para quebrar barreiras culturais de preconceito em torno da saúde mental.
Sendo assim, para o aprimoramento diante da importância da conscientização para acabar com o preconceito, cabem aos Governantes, por meio de seus secretários em educação e saúde, criar projetos que visem maiores informações e que promova os debates a cerca de problemas mentais, incluindo desde os menos cientes até os que promovem a educação, considerando que o conhecimento tem como princípio o acesso à informação. Além de tudo, investimentos em profissionais especializados e preparados para o enfrentamento do problema é fundamental, tendo em vista que a partir de locais e pessoas que garantam o tratamento adequado ao indivíduo, será possível ter uma vida normal respeitando seus limites e suas diferenças.