Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 20/08/2021
Neste ano, a jovem tenista Emma Raducanu, de apenas 18 anos de idade, desistiu de seguir no torneio de Wimbledon após não conseguir lidar com a pressão emocional. De maneira análoga a isso, os desfalques em competições por crises emocionais em atletas por não possuírem a devida assistência são cada vez mais evidentes. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a pressão sofrida por esportistas em competições e a maneira como isso afeta o desempenho desses atletas.
Pode-se mencionar, por exemplo, o skatista Kelvin Hoefler, que pensou em desistir durante as olímpiadas de Tóquio, o mesmo afirma que sentiu vontade de ir embora durante os jogos, Kelvin chegou a ligar para sua esposa no meio de uma crise. Sendo assim, evidencia-se que a pressão sofrida por atletas causam diversas crises, que podem desencadear problemas como ansiedade e depressão, mesmo com todo o acompanhamento psicológico disponível, ainda sim estar representando seu país, estado ou cidade acaba se tornando um fardo.
Além disso, essa pressão pode afetar o desempenho dos atletas, um exemplo disso é a ginasta Simone Biles, que desistiu das duas categorias nas quais estava competindo após um resultado abaixo do esperado, o fardo carregado por Biles era muito grande, já que as expectativas de todo o mundo estavam sob a atleta, que após o ocorrido resolveu deixar os jogos para priorizar sua saúde mental. O caso de Simone teve uma visibilidade global por se tratar de uma competição mundial, mas diversos atletas desistem de jogos por não aguentarem a pressão, alguns chegam até a passar mal, que foi o caso do jogador italiano Giuseppe Perrino, o mesmo morreu durante uma partida de futebol em maio deste ano. Dado o exposto, se torna imprescindível a adoção de medidas para que a saúde mental dos atletas seja prioridade no âmbito esportivo. Por conseguinte, cabe as Associações esportivas que agenciam e planejam competições dar maior assistência aos esportistas por meio da disponibilização de psicólogos e psiquiatras acompanhando os atletas em conjunto com diversos outros especialistas, para que o corpo e mente dos esportistas se tornem igualmente fortes e saudáveis, só assim as competições se tornarão uma diversão não só para quem assiste, mas para quem compete também.