Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 22/08/2021
Recentemente, com a chegada das Olimpíadas de Tóquio, tivemos casos de atletas vindo a público para comentar sobre seus problemas de saúde mental, em preparação ao grande evento. O caso que chamou mais atenção foi o da ginasta estadunidense Simone Biles, que acabou por desistir das finais de solo nas olimpíadas, isto para poder cuidar de sua mente que estava sofrendo por ‘’twisties’’ (bloqueios mentais que fazem os atletas perderem o controle de seu corpo no ar) durante os jogos olímpicos.
Após a desistência de Biles, vários outros atletas relataram seus problemas de bem estar na trajetória as Olimpíadas, como por exemplo a tenista japonesa Naomi Osaka, que na cerimônia de abertura acendeu a pira olímpica, também se retirou do torneio de Roland Garros e Winbledom, alegando estar sofrendo de fortes ondas de ansiedade e depressão. Outro a ser comentado é o ciclista holandês Tom Dumoulin, que quase colocou sua continuidade no esporte em jogo para poder ‘’ esfriar a cabeça’’ segundo ele, o que aparentou fazer bem ao atleta, que levou a medalha de prata em ciclismo masculino, na prova de contrarrelógio.
Dentre estes e outros relatos podemos observar quase que um padrão, o emocional da pessoa entrando em conflito com seu desempenho, são situações de cansaço, estresse e cobrança que muitos já passaram no seu trabalho ou vida pessoal, que no cenário do esporte só se amplifica ainda mais, pois a exigência e cobrança que é feita em cima destes profissionais em busca de performance e resultados é enorme, e o processo de conciliar a mente e corpo em meio a este cenário pode levar os esportistas ao seu máximo, como já falado anteriormente.
A sanidade de qualquer cidadão é preciosa, e no esporte deve ser mais valorizada e falada sobre, são aspectos extremamente necessários quando se busca avaliar um atleta e garantir seu sucesso tanto pessoal como profissional, e graças a estes ocorridos esta situação está começando a ser levada mais a sério, e que deve seguir assim, com o público e o comitê olímpico de cada respectivo país priorizar a saúde mental dos atletas, oferecendo suporte e apoio em busca de excelentes resultados, ações que nos fazem reconhecer nossos limites e objetivos.