Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 22/08/2021
Paz pessoal e profissional
O envolvimento esportivo pode trazer conforto para alguns, e preocupação para outros. O que era para ser uma prática de consolo, muitas vezes se torna um incômodo gerado pela pressão que ocorre no meio de tais atividades físicas. O respeito e empatia pela saúde mental de jogadores e participantes é deixada de lado muitas vezes, dando mais importância ao resultado profissional, e não ao bem-estar pessoal.
Naomi Osaka é um exemplo do argumento dado acima, a asiática é uma tenista do Japão, cujo a mesma é a jogadora mais bem paga do mundo. Em junho de 2021, Naomi se retirou da competição de Roland Garros, pois não estava conseguindo equilibrar a pressão produzida pelo evento com sua sanidade mental, como crises de ansiedade e de pânico. A vida de um atleta muitas vezes é repleta de uma rotina desgastante e de muita solidão.
Muitos esquecem que por trás de grandes jogadores, existem pessoas capazes de sentir tudo aquilo que o telespectador sente, como medo, angústia, tristeza ou raiva. O público nomeia esportistas como pessoas inabaláveis e resistentes, mas não dão importância ao fato de que sua mente pode ser sua maior inimiga se não tratada de forma correta e cuidadosa.
A pressão psicológica pode ser tão cansativa quanto um dia de trabalho físico. De nada vale uma vida bem sucedida e ser considerada uma estrela nos esportes se não houver cuidados com os fenômenos emocionais e mentais. A mentalidade e a sanidade andam lado a lado, assim como ela pode ser sua maior aliada, pode ser sua maior sabotadora.