Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 26/08/2021
Após o abandono das Olímpiadas de Tóquio por parte de grandes atletas, como Naomi Osaka e Simone Biles, por motivos psicológicos, o tema da saúde mental no meio esportivo vem sendo discutido e recentemente tem chamado a atenção de todos. Competições de grande nível como esse, na maioria das vezes, resultam em prejuízo na saúde mental dos esportistas, e não é apenas estresse.
Não é de hoje que este assunto tem sido discutido. O nadador americano Michael Phelps, vem alertando a técnicos, comitês e até mesmo aos própios atletas a urgência e a importância da discussão desse tema, pois a saúde mental é fundamental no desenvovimento físico dos esportistas. É díficil suportar a pressão quando todos os olhos aos redor do globo estão voltados a esses atletas.
A pressão psicológica desencadeia outros problemas psíquicos como o estresse, a depressão e a ansiedade. Os atletas investem toda a sua vida nisso, dão o seu melhor, e, muitos não chegam ao pódio, com isso, acabam se decepcionando e se cobrando ainda mais. O caminho que cada atleta trilha até chegar na Olímpiada é um caminho díficil, com horas de treinamentos exaustantes, dietas reguladas, separação dos amigos e familiares, viagens constantes para competições.
Com a pandemia de Covid-19, o isolamento social também afetou diretamente os participantes dessa Olímpiada, tendo esses que reformular todo o seu cronograma de treino, trazendo pela frente, um futuro cheio de incertezas. Com imprevistos ou não, os atetlas merecem cuidado e dedicação, a sociedade não deve cobrar por metalhas ou pódios, porque assim como nós, eles são apenas humanos.
Em vista dos argumentos apresentados, o COB (Comitê Olímpico do Brasil), junto aos treinadores, atletas e familiares devem buscar e propocionar apoio psicológico com o auxílio da ABRAPESP (Associação Brasileira de Psicologia do Esporte), além disso os treinadores e equipes devem possibilitar períodos de descanso aos atletas.