Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 24/08/2021
Promulgada pela Onu em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o acesso a uma boa saúde mental, mas infelizmente a realidade dos atletas ainda não é a ideal nessa esfera. Por sua vez, a sociedade brasileira do século XXI atenta aos prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. Nesse sentido, é lícito apontar os transtornos emocionais e o caráter retroalimentativo do decaso social em relação a psicologia no esporte como principais problematizadores desse contexto.
De início, cabe analisar o quanto prolifero para doenças psicológicas é o cenário do desporto nacional. Isso é relevante porque, como há pouca discussão sobre o assunto, a realidade é conduzida para um lugar o qual não há o devido investimento necessário para os desportistas terem a sua estabilidade financeira, desse modo, acarretando em diversas inseguranças que geram ansiedade e depressão. Prova disso é que, segundo o jornal Folha da São Paulo, nos últimos 5 anos, a verba direcionada ao esporte foi reduzida em mais de 10%, mesmo já sendo insuficiente. Portanto, caso não houver maior cuidado estatal em relação a essa problemática, a saúde de milhões de pessoas estará em perigo.
Outrossim, vale ressaltar o comportamento autoalimentativo do desleixo em relação aos problemas de pressão psicológica que os atletas sofrem, tornando-se uma questão ainda mais preocupante. Como ponderou Émile Durkheim no Fato Social, o meio impõe normas de conduta aos indivíduos, manipulnado e modificando a sua maneira de ser, de pensar e de agir. Ao aplicar sua célebre fundamentação, infere-se que a sociedade é determinista em relação ao descaso à saúde mental dos atletas, gerando um recrudescimento do cenário, fazendo com que seja ainda menos discutido. Logo, se a situação de saúde mental dos atletas não for de conhecimento popular, a própria sociedade agravará o caso.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de esforços para mitigar os prejuízos da ausência de discussão sobre a psicologia no esporte. Indubitavelmente, o Estado deve facilitar os caminhos para patrocínios de atletas brasileiros, por meio uma intensa isenção fiscal para empresas interessadas em patrocinar os desportistas, esses benefícios devem ser tanto na grandeza municipal quanto na estadual, a fim de se obter um vasto investimento na área, prevenindo diversos transtornos emocionais. Ademais, a grande mídia, por meio dos principais canais de comunicação, como rádio e televisão, deve fomentar o discurso sobre saúde mental nesse campo, com a finalidade de tornar o meio o menos fértil possível para haver descaso em relação à saúde mental dos atletas.