Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 25/08/2021
De acordo com a Constituição de 1988, todos os cidadãos possuem o direito ao lazer na comunidade. Contudo, na atual sociedade brasileira, há uma ínfima discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo, devido majoritariamente, à negligência governamental e à má formação socioeducacional.
Diante desse cenário, é lícito postular a passividade do governo no combate ao réves supracitado. Para entender essa lógica, alude-se ao pensamento do contratualista John Locke, o qual, em seu contrato social, afirmou que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos indivíduos. Ao observar, no entanto, as autoridades não forcenem ajuda aos esportistas, sendo tratados muitas vezes por meio de métodos arcaicos e invasivos, como agressões psicológicas, nota-se um rompimento no pacto estabelecido pelo filósofo. Dessa forma, a pressão psicológica fala mais alto e faz os pensamentos que elevam esse estigma, fazendo com que as pessoas se percam no processo esportivo.
Ademais, a má formação socioeducacional tem relação direta com a ausência de discussão sobre saúde mental. Para entender tal apontamento, é justo relembrar a obra “Pedagogia da Autonomia”, do patrono da Educação brasileiro, Paulo Freire, na medida em que ele destaca a importância das escolas em fomentar não só o conhecimento técnico-científico, mas também habilidades socioemocionais. Sob essa ótica, pode-se afirmar que a maioria das instituições de ensino brasieleiras, uma vez que são conteudistas, não contribuem no combate ao silenciamento às discussões sobre saúde mental e, portanto, não foram indivíduos da forma como Freire idealiza.
Portanto, é imperativo que medidas sejam realizadas. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, devem promover debates que, abordem consequências negativas, causadas pelo silenciamento quanto ao assunto, por meios de revistas e sites fornecidos pelo Estado, para que juntos busquem uma mudança, com a finalidade de formar uma sociedade mais consciente.