Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 25/08/2021
A falta de entendimento sobre a necessidade de fortalecimento e priorização da saúde mental dos atletas, muitas vezes os faz aceitar qualquer tipo de abalo, internalizando e alimentando pensamentos e ações prejudiciais. Em 2013 um meio de agressão fisica e psicológica, vindo do ex treinador na seleção, foi filmada por um dos jogadores do time japonês masculino de vôlei. A ausência de discussão sobre saúde mental dentro embiente esportivo pode acarretar que epsódios como este tornem a se repetir.
A carência da imposição de limites por parte do esportista e o reconhecimento de que a pressão, as agressões fisicas e psicológicas podem ser descartadas, muitas vezes não ocorre pela falta de debate sobre esse assunto. Há apenas a necessidade de treina-los, sem muita vezes olhar para qual meio se está buscando isso. Como consequência, muitos atletas desistem por não aguentar a falta de apoio e a pressão jorrada sobre seus ombros.
Um acontecimento recente mostrou nitidamente o quão desgastante é a vida dos jogadores. A atleta norte-americada Simone Biles abandonou sua apresentação nas olimpíadas de Tóquio, por segundo ela, não conseguir arcar com as expectativas junto à pressão que lhe foi colocada durante toda a carreira. Simone afirmou que tomou essa decisão para cuidar da sua saúde mental, que até o momento se mostra tão des gastada.
Tendo em vista a problemática, é necessário um plano, oferecido pelos orgãos superiores que regem maior parte da política esportiva, como O Conselho Nacional do Esporte, com acompanhamento direto por uma equipe mais reforçada de psicólogos e psiquiatras experientes no assunto, para que a saúde mental dos nossos atletas seja levada com tamanha prioridade assim como os resultados.