Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 25/08/2021
Os atletas de alto nível têm uma pressão enorme sobre seu desempenho, porque muito se espera deles. Simone Biles chamou atenção ao abandonar diversas finais da ginástica artística em plena Olimpíada de Tóquio 2020. O grande motivo foi a sua saúde psicológica estar afetada e com isso preferiu desistir antes que causasse uma lessão física durante as suas acrobacias.
No entanto, além de questões que afetam a população em geral, como a atual pandemia, dificuldades financeiras, o machismo e o racismo, eles enfrentam, as situações inerentes à sua atuação, como pouca margem para erros, prazos de competições, além da rotina exigente de treinos. Os prejuízos à saúde mental podem ser minimizados ou evitados se houver acompanhamento psicológico especializado.
São inúmeros atletas que sofrem com depressão entre outros tipos transtornos psicológicos, afetando o seu desempenho no decorrer da sua carreira profissional. O problema é que, até hoje, mesmo em 2021, o estigma sobre os transtornos psicológicos, que não ficam evidentes como uma fratura ou uma entorse, ainda existe. O atleta que sofre de depressão, que reconhece que sentiu a pressão, que dá qualquer sinal de que não está bem, é tido como fraco.
A saúde mental é tão importante de ser promovida, monitorada e tratada quanto a saúde física. Sabemos que atletas e treinadores precisam estar fortalecidos mentalmente e com seu bem-estar preservado para conseguirem desempenhar bem suas funções, ter um bom resultado nas competições e manter um ambiente esportivo saudável. O órgão responsável pelo atleta, tem como prioridade fornecer tratamentos específicos para evitar e melhorar no seu desempenho psicológico e conseguir prosseguir com a sua carreira e com sua saúde estavél.