Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 25/08/2021
Pressão psicológica, estresse, crise de ansiedade e pensamentos suicidas, são vistos como males da sociedade contemporânea. Tal fator, também está presente no esporte, que além de exigir uma concentração corporal máxima, a saúde mental também deve ser priorizada. Caso contrário, o atleta não irá conseguir realizar seus objetivos. Desse modo, é necessário a discussão da priorização da saúde mental no mundo do esporte.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, da alta demanda de pressão exercida perante os esportistas. Esse fator pôde ser observado quando a ginasta norte-americana, Simone Biles, abandonou a final de ginástica artística nas Olímpiadas de Tóquio, visando o cuidado de sua sanidade mental. Este imbróglio está associado ao mundo do atleta ser solitário, sem vida social e distante da família. Dessa forma, nota-se a importância que a Psicologia do Esporte tem em fazer a diferença para ajudá-los a lidarem com o estresse e pressão exercida sobre eles.
Outrossim, a dificuldade dos atletas de lidarem com suas imperfeições, corrobora com a perpetuação dessa problemática. Segundo João Cozac, doutor pelo Laboratório de Psicossociologia do Esporte da USP, para alguns esportistas, o peso das expectativas cobradas a eles, é quase insuportável. Porém, por vezes, a aceitação deles mesmos de serem imperfeitos e ser humano como qualquer outro, e reconhecerem seus limites é um grande passo para se ter uma mente estável. E, isso so será reconhecido através de acompanhamentos psicológicos. Daí a sua importância.
Portanto, é necessário que seja permitido a eles, um momento de lazer, longe da rotina de treinos, além do apoio familiar. Além disso, que cada esportista, desde o início de sua trajetória, tenha acompanhamentos psicológicos, a fim de preservar sua saúde mental e prepará-los para suas competições, evitando, assim, problemas futuros.