Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 31/08/2021
O caso da atleta Simone Biles, dos Estados Unidos, ocorrido nas Olimpíadas de Tóquio de 2020, em que a ginasta olímpica, optou não disputar a final de equipes e o individual geral, por motivos de preferir cuidar da sua saúde mental, mostra um exemplo próprio de como está presente no esporte os prejuízos que a falta de discussão sobre a saúde mental pode causar. Os atletas acabam recebendo uma pressão muito grande para obter bons desempenhos, o que comumente pode se transformar em uma depressão somado também a insegurança e outros transtornos mentais, como ansiedade, quando não conseguiem cumprir com esse objetivo.
Precipuamente, é frulcral pontuar a depressão como principal consequência, da carência desse tipo de diálogo no ambiente esportivo. Onde os esportistas são pressionados constantemente por bons resultados, que muitas vezes gera um estresse mental no atleta - que já se abdica de muitas coisas, desde a vida pessoal até o tipo de alimentação, uma rotina de treinos pesados e técnicas bem elaboradas - fazendo com que os mesmos carreguem uma responsabilidade de perfeição que os faz acreditar que eles não podem errar e assim tornando-os em alguém depressivo a medida que o rendimento cai e eles são cobrados por isso.
Ademais, é viável adicionar como consequência dessa problemática, a insegurança que é originada nos próprios, de que eles devem ser melhores do que tal atleta, de que precisam estar em ótimas condições físicas para vencerem seu adversário, de que eles não podem fazer isso nem isso nem aquilo para não se prejudicarem, causando não só insegurança consigo mesmo, como ansiedade também, um exemplo disso, tem-se o caso do nadador brasileiro César Cielo, que questionou-se sobre seu rendimento ser bom o suficiente para conseguir ganhar, e precisou ser convencido pela mãe a viajar, para participar da competição das Olimpíadas de 2008. São questões como essas que acabam prejudicando o rendimento do atleta, já que eles ficam mal emocionalmente.
Logo, medidas praticáveis são exigidas para erradicar esse problema no âmbito esportivo. Todas as associações esportivas, seja de futebol ou qualquer outro esporte, devem ter psiquiatras, psicólogos e profissionais da área, para que façam acompanhamentos com os atletas e treinadores, e tenham conversas que auxiliem há não cobrarem tanto e seja utilizado técnicas próprias para ajudar com questões de ansiedade e insegurança - no caso dos esportistas; já com os técnicos e preparadores físicos, também deve ter um tipo de acompanhamento que os conscientizem sobre o limite de cada atleta, sem que se torne exaustivo para os mesmos, assim, ajudando a cessar cada vez mais esse tipo de problemática, causada pela exagerada pressão psicológica sobre esportistas.