Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 01/09/2021

A saúde mental é tão importante quanto a saúde física, elas estão alinhadas, uma só está bem se outra também estiver. O estigma da sáude mental começou a ser combatido a alguns anos atrás, porém ainda há muito preconceito no âmbito esportivo, não só no Brasil, como no mundo todo. A disposição do atleta tem que ser conquistada desde o início da carreira e ter um acompanhamento diário, porque se não, pode acontecer mais casos como da ginasta Simone Biles, que não pôde participar de algumas competições devido seu ânimo mental não estar em dia.

Essas situações não aparecem somente na vida real, como também na ficção. Na novela “A Vida da Gente”, a personagem Cecília Vilaça, uma tenista, se torna púpila de Vitória, uma renomada treinadora, entretanto com tamanha pressão da própria técnica e de seu pai, a jovem cede a medicamentos para ajudar em seu desempelho, algo extremamente proibido no esporte. Isso mostra o quanto a pressão colocada sobre os atletas sem acompanhamento médico é tão prejudicial. Além disso, a falta de discussão sobre esse tema é tamanha, que chega até alguns atletas tratarem isso de forma banal , como o tenista Novak Djokovic que julgou Simone Biles, dizendo “Se você quer ser top nos jogos, tem que começar a aprender a lidar com pressão dentro e fora da quadra”, embora alguns jogos depois tenha quebrado a própria raquete em um ataque de fúria,  por não aceitar a derrota iminente.

Diante dos argumentos apresentados, é necessário que o Estado em parceria com o Minitério da Cidadania, que trabalha com o âmbito esportivo,  possam melhorar as condições de treinos dos atletas e também oferecer programas de prevenção a saúde mental, não só com o objetivo das condições de treinamento sejam mais decentes mas também ensinando que o conforto do atleta é importantissímo para seu desempenho