Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 26/08/2021
Cobranças interna e externas por uma alta performance, o peso emocional de representar o próprio país e por muitas vezes treinar quatro anos e em poucos segundos tudo está terminado, pode gerar distúrbios emocionais em atletas de alto nível. Apesar dos esportistas viverem sob alta pressão, em sua maioria, desde a infância, eles não estão livres dos efeitos negativos deste estilo de vida.
Ainda que seja natural que o estresse faça parte de qualquer atividade de alto desempenho, discutir sobre esse tema pode ser benéfico para a sociedade como um todo. Em hipótese alguma deve-se romantizar problemas psíquicos, pois esses não devem fazer parte do processo. Níveis controlados de estresse e ansiedade podem motivar a ultrapassar barreiras, mas ultrapassando esses níveis geram sofrimento e diminuem a qualidade de vida.
Somado a isso, pode-se notar em atletas de alto nível, que existe a tendência de serem perfeccionista, característica que o diferenciam dos demais atletas, mas se vivenciado de forma severa pode torná-los frustrados, tornando a vida menos significativa. O nadador olímpico Michael Phelps se viu nessa situação e tinha pensamentos suicidas, mas se internou numa clínica de reabilitação para tratar seu alcoolismo e se abriu para o transcendente e hoje se diz seguidor de Jesus. É um erro muito comum dos atletas acharem que a sua identidade e valor está atrelado somente aos seus resultados.
Portanto, com o objetivo de resguardar a saúde mental dos atletas, o COI (Confederação Olímpica Internacional) deve apresentar novos diretrizes sobre saúde mental para os países membros, para que os atletas passem por acompanhamento psicológico, para que o COI tenha certeza se estão aptos para disputar competições internacionais. Cada país membro deve submeter seus atletas a essas diretrizes e se não tiverem aptos, devem continuar a acompanhá-los para que restabeleça a saúde mental.