Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 27/08/2021
“Preciso focar na minha saúde mental. Temos que proteger nossas mentes e corpos e não apenas sair fazendo o que o mundo quer que a gente faça” - frase dita pela ginasta norte americana Simone Biles, após desistência das finais dos jogos olímpicos de Tóquio. Até que ponto podemos garantir que os atletas recebem um auxílio adequado com relação a sua saúde mental? Ao se falar sobre saúde mental, ainda percebemos que este assunto ainda é um certo “tabu” na sociedade, ainda mais quando relacionado aos atletas; estes que estão sempre sob pressão, que é gerada por eles mesmos, ao querer se superar e conseguir resultados melhores, pelos seus treinadores e pelo corpo social. Com isso a probablilidade dos atletas adquirirem doenças mentais como a ansiedade, crise do pânico e a depressão é maior. Muitas vezes ao pensar sobre o que os atletas conseguem fazer com o seu próprio corpo, criamos a ilusão de que eles não passam as mesmas coisas que nós passamos, de que eles estão isentos dos desafios da vida, assim quando um atleta procura cuidar ou deixa de participar de alguma competição, para cuidar do seu psicológico (como Simone Biles) muitas pessoas criticam essa atitude, como se eles não tivessem o direito de se preocupar com si mesmo, e pensam que eles apenas devem obter resultados e que estes o satisfação. Sendo assim os atletas se veem cada vez mais isolados da sociedade, essa que não se preocupa em saber como a vida deles também é cheia de desafios. Tendo em vista o que foi mencionado, é de grande importância essa discussão, para que o corpo social entenda como os atletas precisam desse apoio psicológico, e assim se sintam compreendidos e acolhidos; também é função do Ministério da Cidadania garantir que os atletas recebam auxílio nessa área, visando um desenvolvimento pessoal melhor aos atletas.