Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 28/08/2021
A ginasta Simone Biles uma das grandes promessas das Olimpíadas de 2021, desistiu de várias finais alegando não estar bem psicologicamente para continuar na competição. Posto isso, mediante a isso evidenciou-se o fato de tão pouco discutir-se a respeito da saúde mental do atleta. Diante disso, cabe a análise do papel da grande pressão exercida sobre os atletas em permanecerem com um nível alto e conseguirem conciliar isso a todos os outros entraves sociais bem como a falta de incentivo governamental para auxiliar os atletas.
Em uma primeira análise, vale enfatizar o papel da extrema cobrança exercida sob os atletas como grande agravante em problemas na saúde mental deles. Segundo o filósofo Theodor Adorno, o qual trata sobre o conceito de indústria cultural, termo este que em um de seus princípios fala a respeito da monetização da cultura, fazendo qualquer coisa um produto a ser comercializado. Dessa forma, avalia-se que muitas vezes os esportistas são vistos apenas como um produto que deve ter um ótimo rendimento para gerar mais “lucro”. Nesse sentido, é imperioso ações que possuem uma maior discussão sobre o tratamento do atleta bem como o seu bem-estar.
Outrossim, cabe analisar a irresponsabilidade do governo quanto ao âmbito esportivo como prerrogativa que colabora para a persistência dessa problemática. Durante o governo atual, Bolsonaro a área de esportes foi gravemente afetada desde a dissolução do Ministério do Esporte até a redução no valor do auxílio Bolsa Atleta. Sob esse viés, nota-se que é fornecido aos poucos recursos para o desenvolvimento de sua atividade fazendo o ficar mais tenso. Ademais, somado a tudo isso há o fato de que a possibilidade de abordagem sobre a saúde mental do esportista fica de lado diante do aumento do esforço destes para a permanência de seu rendimento que, por sua vez, não deixa de ser cobrado.
Conclui-se, portanto, a necessidade de medidas interventivas para conter o avanço das prerrogativas evitando nessa perspectiva a continuação dos graves prejuízos da pouca abordagem de saúde mental aos atletas. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde junto com o Ministério da Cidadania, que foi formado pela junção de antigos ministérios como o do Esporte, desenvolver um programa psicológico com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento mental esportista por meio de uma junta psicológica presente em cada clube de esporte.