Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 26/08/2021

Em 2021, a cantora Luísa Sonza se distanciou das redes sociais para cuidar da saúde mental. Apesar do caso ter surpreendido os brasileiros e ter levantado debates no ramo musical, há, no esporte, uma ausência de discussões sobre distúrbios psíquicos. Nesse viés, essa lacuna prejudica o psicológico de atletas esportivos e arruína os seus rendimentos físicos.

Primeiramente, uma baixa divulgação da psicologia no esporte pode afetar negativamente a saúde mental de esportistas. Nesse sentido, nas Olimpíadas de 2020 foram introduzidas duas modalidades de um novo esporte, o “Skate Street” e o “Skate Park”. Nesse cenário, houve muita atenção e expectativa voltadas para os primeiros skatistas olímpicos, de modo a esses sofrerem pressão da sociedade. O que pode causar ansiedade, crises de pânico e o desenvolvimento de problemas psíquicos. Dessa forma, a falta de conhecimento psicológico da população é ruim para atletas.

Ademais, a falta de debates sobre saúde mental pode atrapalhar os resultados de competidores. Nesse contexto, a medalhista olímpica, Raissa Leal, se recusou a tirar fotos com políticos, após afirmar que não recebeu apoio dos governistas durante sua preparação para os Jogos de Tóquio. Nessa perspectiva, esportistas não tem acompanhamento ou auxílio psiquiátrico e psicológico garantidos, de forma a questões mentais não serem frequentemente discutidas. Essa situação pode ocasionar insegurança, o mau preparo para lidar com estresse, desestabilização emocional e, consequentemente, perdas na preparação física, além da queda de posições em pódios e da baixa concentração. Desse modo, atletas de alto nível podem ter seus rendimentos prejudicados pelo descaso com problemas mentais.

Portanto, visto que o pouco apreço dado à psicologia pode ser negativa ao psicológico e à desenvoltura física de esportistas, faz-se necessária uma intervenção. Diante disso, o Governo, em parceria com Secretarias Estaduais do Esporte, psicólogos, psiquiatras e clubes esportivos, deve promover e instigar discussões sobre saúde mental, por meio de pronunciamentos na TV aberta e redes sociais, a fim de tornar a nação mais consciente da questão e ativa nos diálogos que envolvem o tema. Além disso, deve-se investir em apoios técnicos e médicos para atletas de alto rendimento. Assim, com essas ações, os prejuízos no âmbito esportivo, causados pela falta de debates sobre distúrbios mentais, se atenuarão.