Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 27/08/2021

Bons atletas alcançam o sucesso e reconhecimento, dentre outros fatores, através da superação de limites. Treinamento intenso, repetição incansável, esforço extremo; tudo em busca do melhor desempenho, da melhor performance, e do tão sonhado e almejado sucesso. Essas pessoas passam longos períodos de suas vidas se dedicando para tornarem-se “super humanos”, e passarem a possuir aptidões físicas acima do normal.

Manter a saúde mental é um  grande desafio, e sua importância é muitas vezes subestimada. Aprender a lidar com as expectativas, falhas e cobranças, principalmente quando se têm tanto em jogo, é uma questão de extrema impotância. De nada adianta o bom estado físico, sem saúde mental para desfruta-lo.

A pressão não afeta apenas os “pequeninos”; até mesmo grandes figuras do esporte com grande preparo e suporte, como Michael Phelps, Simone Biles e Naomi Osaka, relataram terem sofrido de ansiedade ou depressão. A falta do apoio psicológico como prevenção de transtornos,  doenças mentais, quadros de burnout e qualquer outro tipo de dano à saúde mental  pode afetar não apenas o rendimento e resultados do atleta, mas sua vida como um todo.

Sendo assim, torna-se evidente a necessidade da implementação de leis que tornem obrigatória a prestação de assistência psicológica preventiva aos atletas de clubes, federações e demais entidades desportivas. Assim os atletas terão não apenas melhor desempenho, mas também melhor qualidade de vida.