Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 07/09/2021
No livro “O Ego e o id”, Freud, médico, considerado “o pai da psicánalise”, assevera a necessidade do homem de se conhecer através da psicánalise, de ir ao íntimo da consciência humana para encontrar as respostas das angustias existênciais. Seguindo esse raciocínio, se importar com a saúde mental no âmbito esportivo, urge acelerada mediação. Nessa conjutura, aspectos relacionados à invisibilidade da problemática na mídia, bem como, a inércia dos órgãos esportivos, orbitam a questão.
Em primeira análise, as patologias que envolvem a mente recrudescem contantemente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao menos 18,6 milhões de brasileiros, cerca de 9% da população, sofrem de algum transtorno de ansiedade. Nessa vertente, no meio esportivo, tais mazelas se fazem presentes. Devido a mioria dos atletas serem muitos jovens e a pressão em ser o melhor, contribuem mais ainda para o surgimento de doenças psicosomáticas.
Por conseguinte, os casos de Simone Biles, Michael Phelps e Naomi Osaka expressam a pressão psicológica e social que um atleta sofre, principalmente quando desempenham altas performances. Nessa assertiva, problemas como depressão, ansiedade, sindrome do pânico e Burnout afetam esportistas do mundo todo, em que muitos casos não têm qualquer tipo de acompanhamento psicológico.
Portanto, medidas fazem-se necessárias à promoção da saúde mental no meio esportivo. É importante que o Poder Legislativo crie leis que obrigem a presença de profissionais da saúde mental nos locais de práticas esportivas profissionais. Além disso, outra medida a ser tomada, seria a exigência por parte do Comité Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Futebol de que cada atleta, que venha a participar desses torneios, estejam sendo acompanhados por psicólogos. Assim, o direito à saúde e ao lazer (e esporte) expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos serão respeitados.