Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 13/09/2021

O mundo esportivo tem como pilar a competição para alcançar o 1° lugar. Sendo assim, os atletas precisam que estar em constante treinamento, para manter a forma física e aperfeiçoar suas técnicas. No entanto, a incessante busca pela perfeição, o medo do fracasso e a pressão exercida por familiares e treinadores, acabam gerando graves problemas na saúde mental dos esportistas.

É de conhecimento geral que a meta de muitos atletas de todo o mundo é ganhar medalhas nas Olimpíadas, o que não é uma tarefa fácil. Para ser o melhor dos melhores, são necessárias várias horas de treino diariamente, alimentação rígida, entre outros. Aliado a isso, vem a pressão psicológica exercida por pessoas ao redor do atleta e por ele mesmo. A soma desses fatores, acaba gerando no competidor várias doenças psicológicas, sendo as mais comuns, ansiedade e depressão.

Sendo assim, convém lembrar do caso de Simone Biles, nas Olimpíadas de Tóquio em 2021, que tomou a decisão de abandonar as provas para cuidar de sua saúde mental, a expectativa imposta na ginasta foi tanta que ela não aguentou tamanho peso e optou por desistir. Infelizmente, Simone não é um caso isolado, além dela há inúmeros outros atletas que sofrem com doenças psicológicas geradas pelo meio esportivo, há casos em que o desgaste emocional foi tanto, que os atletas já pensaram até em suícidio.

Tendo em vista o abordado, observa-se, nitidamente, a urgência de empregar psicólogos às equipes de treinadores, que através de consultas frequentes, possam acompnhar o atleta e avaliar a saúde psicológica do atleta com os treinamentos e a pressão. Assim, é possível diagnosticar o quanto antes o desenvolvimento de um transtorno psicológico e trata-lo.