Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 15/09/2021
O escritor brasileiro Luis Fernando Veríssimo disse que “No brasil, o fundo do poço é mais uma etapa”. Esse aforismo pode parecer uma piada, mas, infelizmente, é cada vez real. Isso se comprova, por exemplo, na constatação que a população sofre, hodiernamente com a ausência de discussão sobre a saúde mental no meio esportivo. Assim, é verídico afirmar que essa preocupação é consequência de duas “etapas” da precária formação cidadã no país: a incompetência pública e a negligência familiar.
Precipuamente, é frucal pontuar que a escassez de conversas sobre saúde mental deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo, o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, muitos atletas acabam desenvolvendo doenças, como depressão e ansiedade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, é imperativo ressaltar a indeferença em relação da familia como promotora do problema. De acordo com dados do IBGE, cerca de metade das famílias inceridas no âmbito atlético deixam em segundo plano a saúde metal do parente. Partindo desse pressuposto, inúmeros esportitas tem seu rendimento diminuido, pois está sem um apoio emocional. Tudo isso retarda a resolução do empecílho, já que o abandono emotivo contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Depreende-se, portanto, de medidas necessárias para resolver esse impasse. Dessarte, com o propósito de mitigar os prejuízos causados pela carência de debates, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal da Contas da União direcione capital que, por intermédio do Estado, será revertido em atendimentos gratuitos, através de palestras. Desse modo, atenuar-se-á, me médio e longo prazo, o impacto nocivo da privação de argumentação sobre saúde da mente no campo despotivo, e o discurso de Luis Fernando Veríssimo torna-se apenas uma anedota.