Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 22/09/2021
Na obra “Utopia”, do escritor ingês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Entretanto, a ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência das autoridades desportivas e da falta de reconhecimento popular.
Inicialmente, é notável que a negligência das autoridades desportivas é fator determinante para a perpetuação da problemática. Nesse viés, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, o crescente número de atletas com diversos problemas psicológicos demonstra o contrário isso fere o decreto das nações unidas e demonstra a incapacidade dos responsáveis em garantir o bem-estar e a saúde aos atletas. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura das autoridades de forma urgente.
Outrossim, o filme “Eu, Tonya” narra a história de uma patinadora artística que sofreu durante muitos anos com a pressão psicólogica de seus treinadores e familiares, ocasionando um colapso nervoso durante as olímpiadas. Nesse sentido, a sociedade que não dá o devido reconhecimento aos profissionais do esporte também é culpada por este quadro, uma vez que os atletas sofrem com diversos obstáculos. Tudo isso agrava esse quadro deletério.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. Assim, as federações esportivas internacionais, devem criar medidas de fiscalização e a auxílio aos atletas, por meio de apoio psicológico e psiquiátrico. Por sua vez, a sociedade deve juntamente aos meios mídiaticos promover o reconhecimento desses esportitas por meio de programas nas televisões, jornais e na internet. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.