Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 01/10/2021
Como pode ser visto nas Olimpíadas de 2021, a ginásta Simone Bayers desistiu de fazer o seu solo nos jogos para preservar sua saúde tanto física como mental. Entretanto, Simone foi muito críticada ns mídias pela sua desistência, pois era uma forte finalista. Muitos não entenderam sua vontade de parar, mas Simone disse em um stories em seu Instagram, que estava prezando pela sua estabilidade emocional, e que ninguém sabia a pressão que estava sobre ela durante os jogos.
Vale ressaltar, que a pressão pelo bom desempenho é um fator que determina para a persistência desse problema. Depois de ganhar uma medalha de ouro nas Olímpiadas de 2015, a atleta Melanie Behringer disse a um jornalista “Com a pressão que os outros colocam em mim,eu vivo bem, mas com a que eu coloco em mim mesma eu não sobrevivo”. Sob essa visão, com a enorme pressão que o atleta coloca sobre si mesmo, faz com que ele passe de todos os seus limites fisícos e psicológicos, trazendo assim muitos problemas. Desse modo, a busca pelo alto rendimento sem apoio psicológico necessário é um risco para a saúde dos atletas.
Além disso, outro fator preocupante é a depressão. De acordo com dados do CVV (Centro de Valorização à Vida), cerca de 92% dos atletas que foram entrevistados apresentam sintomas de depressão. Diante disso, o estresse e frustação causado pelas derrotas faz com que o atleta se sinta frustado por não conquistar seus objetivos, entrando assim em depressão. Dessa forma, o esportista se isola por medo dos julgamentos e por falta de ajuda para enfrentar o problema.
Portante pertence ao governo, juntamente com o apoio do Ministério do Esporte, ofecerer melhor infraestrutura para os jogadores e prestar apoio psicológico aos atletas, para que eles se sintam acolhidos. E também por meio das midías mostrar apoio em relação a uma decisão de algum dos atletas, para que assim eles possam competir tranquilos.