Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 29/09/2021

Ineficiência do Estado. Fracasso educacional. Descaso com a psique. Entre os fatores pertinentes aos prejuízos da ausência de discussão da saúde mental no âmbito esportivo, é possível afirmar que, infelizmente, a falta de apoio governamental para os atletas destaca-se como um perigoso entrave nacional. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas e possível medida para atenuar essa problemática em nossos dias.

Cabe ressaltar, de início, que a ausência de políticas públicas para promover apoio psicológico aos esportistas representa um dos motivadores do impasse. De acordo com o livro Sapiens: uma breve história da humanidade, onde Yuak Harari descreve a importância da revolução científica como processo formador da sociedade, o que, diante disso, evidencia a relevância de observar os altos índices de transtornos metais e os malefícios que essa enfermidade traz ao rendimento dos atletas. É, pois, inadmissível que um país oficialmente democrático não seja capaz de elaborar medidas eficientes para prevenir danos à saúde mental dessas pessoas, o que demonstra o despreparo do Comitê Olímpico.

Além disso, pode-se constatar que a atual e frustrante metodologia de ensino em relação à avaliação do próprio equilíbrio mental é outro fator a ser debatido. Conforme o pedagogo e filósofo brasileiro do século XX Paulo Freire, ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, as pessoas se educam reciprocamente pelo mundo. Nesse caso, a carência de disciplinas, nas escolas, sobre o bem-estar psíquico torna o combate a essa prática inútil. Percebe-se, assim, como inaceitável que o Estado não seja capaz de garantir o acesso à educação de qualidade, que aborde os temas contemporâneos, o que é um direito assegurado pela Constituição Federal de 1989 a todos cidadãos.

A fim de confirmar a percepção teórica do livro Sapiens e validar a tese de Paulo Freire, cabe ao governo federal, portanto, mobilizar o Ministério Esporte, em consonância com o Ministério da Educação, por meio de um projeto de lei enviado ao Congresso Nacional, com medicas para melhorar o amparo aos esportistas, além de incorporar na base comum curricular matérias referentes à identificação dos transtornos mentais e como procurar ajuda nessa situação. Espera-se, com isso, impedir a elevação da taxa dessa doença e modificar o ensino regular do país.