Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 12/10/2021

A vida fora do pódio

A supervalorização do arquétipo atlético,promovido pela sociedade romana do século V,à partir da morte de Fídipes-primeiro maratonista do mundo- perpetuou-se historicamente no cenário desportivo.Não obstante, tornou-se pilar dos treinamentos de alto rendimento, impulsionando o desenvolvimento de transtornos psicológicos e consequente adoecimento dos profissionais.

Sincronicamente à ascensão  de competições esportivas e novas modalidades olímpicas, a pressão física e psicológica sobre os atletas cresce progressivamente,sendo manifestada pela subversão desses à treinamentos exaustivos,restrições alimentares e constantes críticas.Tal extremismo foi abordado amplamente no seriado Grey´s Anatomy, por meio do caso clínico de um jogador profissional de futebol americano que lesionava-se propositalmente,a fim de evitar derrotas e decorrentes  represálias de seu clube esportivo.

Sob a perspectiva das exigências sobre-humanas  depositadas nos atletas de alto rendimento associa-se o desenvolvimento de transtornos psicológicos ,dentre os quais é viável citar a depressão,ansiedade e ataque do pânico.O cenário supracitado foi evidenciado mundialmente pela desistência da ginasta Simone Biles nas Olimpíadas de Tókio, em prol da preservação de sua saúde mental.

Em vista da proteção mental de atletas de alta performance,é de suma necessidade que a CBE-Confederação Brasileira de Esporte- inclua assessoria psicológica em clubes desportivos profissionais, a fim de previnir o desenvolvimento de transtornos mentais, e desconstrua a idealização de atletas por meio de campanhas interativas-veiculadas nas redes sociais-.Dessa forma,projeta-se a amenização de casos clínicos relacionados ao mundo esportivo e maior estabilidade emocional de atletas profissionais.