Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 24/10/2021

O filme “Gigantes de Aço” de 2011, se passa em um futuro distópico, que homens deixaram de lutar em ringues e robôs os substituiram. Nesse futuro, conhecemos a história de Charlie e Max, um pai ex lutador de box desesperançoso e seu filho que deseja entrar no mundo das lutas de robôs, entretanto, ao entrarem num lixão de sucata, encontram Atom, um robô que foi largado no lixão e que agora iria se tornar o robô de Max. De forma análoga ao filme, podemos ver coisas em comum com a sociedade atual, no qual, centenas de atletas são levados a derrocada e ao extremo, simplesmente por irem atrás de seus sonhos, passando pro situções de estresse e abuso, para depois serem largados e abandonados. Desse modo, pode-se afirmar que o abuso da saúde mental no âmbito esportivo é real, e se continuar, pode levar mais atletas a um fim trágico.

Percebe-se que, no mundo todo podemos ver situações semelhantes às do filme, com atletas de todos os esportes trocados por outros mais jovens e mais talentosos, por conta desse medo, eles acabam sofrendo a pressão de sempre terem de estar melhores e mais habilidosos. Muitas vezes, situações assim podem agravar em quadros como ansiedade e depressão, afetando no desempenho dos esportistas, que além de cansados fisicamente, estão cansados mentalmente, assim como é dito pelos especialistas da CNN em uma reportagem que fizeram sobre o assunto, onde inclusive na mesma reportagem, a psicóloga Mariele Kehdi afirma que, se deve priorizar a saúde mental dos atletas, para que assim, o seu desempenho continue bom.

Ao analisar o meio esportivo, pode-se perceber que, isso não se restringe a apenas alguns esportes, mas sim,  em diversas modalidades. Ocorre que, os atletas precisam se esforçar até a ultima gota de suor, como um exemplo, as bailarinas que, para manterem o corpo magro, tomam remédios (muitas vezes entrando em bulimia), jogadores que se lesionam de tanto correr e treinar, levantadores de peso que prejudicam seus corações por conta do peso excessivo e também jogadores de e-sportes, que devido a quantidade de horas na frente de monitores, acabam cansando suas vistas, e por conta do uso do mouse e teclado desenvolvem tendinite. Convém lembrar do caso ocorrido no ano de 2020, em que, a ginasta Simone Biles preferiu priorizar sua saúde mental, deixando de disputar as Olímpiadas.

Levando-se em consideração os aspectos ditos anteriormente, o correto seria a  Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania (SEEMC) começar a fiscalizar os times e equipes de cada esporte, para poderem ver como os atletas estão, dando prioridade a saúde e cuidado da vida do esportista, fazendo que, o mesmo cresça pessoalmente, profissionamente e tenha bons resultados, a fim de que o mesmo tenha uma boa carreira e aposentadoria no futuro.