Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 22/10/2021
“Mens sana in corpore sano”, uma frase latina muito presente no dia a dia, na fala e nos meios de comunicação digital dos brasileiros; “uma mente sã num corpo são”, esse verso do poeta romano, Juvenal, apresenta um cunho explicativo na conexão de suas palavras – o que possivelmente, ocasionou ao seu abrangente uso na atualidade. Visto profundamente, é infundado contrapor-se a ideia de que uma mente sadia projeta-se em um corpo sadio de modo mais harmônico, assim como o oposto também é verdade. Por isso, a ausência de discussão sobre saúde mental na população global, como no ambiente esportivo, resulta em prejuízos na psique humana desses atletas; que são, sobretudo, humanos – como definam os gregos, a “psique” conjunto de alma, espírito e mente.
Em primeiro ponto, a exemplos concretos dos prejuízos que a falta de um diálogo sobre saúde mental acarreta na vida do atleta, há o relato e a decisão da ginasta profissional Simone Biles, que deixou a final da Olimpíada por não se sentir bem. Infelizmente, relatos assim tornam-se corriqueiros no âmbito esportivo; ao se tratar de competidores de altos níveis as pessoas cobram e esperam o extraordinário, como dito em uma matéria de um site jornalístico brasileiro, G1, tanto na equipe como na família dos atletas surge uma elevada expectativa com relação ao desempenho que eles terão nas competições; além disso, eles também se deparam com pressões pessoais, como a de representarem o nome de seu país em torneios. Desta forma, é ético e empaticamente coeso o apoio de um profissional terapêutico aos membros de uma equipe esportiva.
Outrossim, consoante a página na web do Globo Esporte, a ginasta Biles está no ranking das maiores campeãs olímpicas da história. Notório que o domínio das habilidades corporais não faltam a essa moça, o que se conecta a frase do romano Juvenal, sem a composição inseparável, mente e corpo, há uma tendência ao decaimento, seja na performa, que não seria o caso, mas sim, mentalmente. Assim, lamentavelmente, o ponto é o provável desenvolvimento de doenças mentais, como ansiedade e depressão; fortalecendo-se mais uma vez que se torna indispensável o acompanhamento psicológico a prevenir esse ponto negativo na área competitiva.
Portanto, dentre os órgãos responsáveis no Brasil, cabe ao Conselho Nacional do Esporte(CNE), impor em seu estatuto que será obrigatório nas equipes esportivas profissionais a efetivação de um bom psicólogo. De modo que os atletas tenham quinzenalmente terapia com esses profissionais, os quais os acompanharão durante sua preparação, próximo a datas de competições, e, quando os atletas precisarem conversar poderão ligar ou visitar no ginásio esses bons ouvintes e auxiliadores que são os terapeutas. Sendo assim, haverá um cuidado ativo à saúde mental no âmbito esportivo.