Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 24/10/2021
No filme, Cisne Negro, a protagonista interpreta uma bailarina em busca da apresentação perfeita. Além da pressão interna para se tornar a melhor, ela precisa lidar com a pressão externa de um ambiente hostil e cheio de competição. A realidade vista no filme nos lembra do retrato fiel que vemos nos campos de prática esportiva no mundo e principalmente no Brasil, que além de não valorizar o debate sobre a saúde mental dos atletas, não fornece quase nenhum tipo de investimento, tornando a prática ainda mais vulnerável mentalmente.
O esporte é uma das melhores soluções para ocupação de crianças e jovens de um Estado, pois proporciona disciplina e expectativa de vida assim como direcionamento para uma carreira promissora. Apesar do Brasil incentivar de forma ampla na mídia essa experiência, ainda existe uma carência muito grande de investimento na prática, assim como a pressão para superar limites e obstáculos físicos ampliando essa falta de amparo psicológico para os atletas conciliarem de forma equilibrada a saúde física e mental.
O cuidado com a saúde mental é de muita importância em quaisquer âmbitos profissionais, para que possa existir um equilíbrio entre a competência e a pressão para que a execução dos deveres sejam feitas com excelência, no meio esportivo sem o investimento necessário existe a consequência desses empecilhos, no caso do cansaço mental, como a síndrome de burnout, os atletas se vêm sem amparo para alcançar o tão almejado sonho de ganhar e concorrer às olimpíadas, gerando desistências e perda de muitos talentos que não tiveram estruturas psicológicas para continuar seguindo nas competições.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para combater o impasse. O Ministério da Saúde (MS), por meio de verbas governamentais, invista em acompanhamento psicológico para os atletas, e apresente junto à Constituição federal, um projeto de lei tornando esse atendimento obrigatório, para que assim esse âmbito se torne mais saudável, justo e humano para todos os atletas que assim competirem, resultando em um Estado mais direcionado e seguro para os esportes.