Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 18/11/2021
As Olimpíadas de 2020, sediada em Tokio e realizada em 2021 por causa da pandemia causada pelo coronavírus, levantou diversos assuntos importantes, sendo um deles, o prejuízo da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. Os impactos causados pela pressão para conquistar prêmios podem ser enormes e causar danos ao atleta que lida com a própria cobrança e a expectativa de toda uma nação.
Em primeira análise, evidencia-se a cobrança excessiva pela perfeição no esporte praticado pelo atleta, a busca por excelência leva a um desgaste físico e emocional que podem chegar a níveis extremos, como ansiedade e depressão. Sob essa ótica, vemos o caso da ginasta Simone Biles, que surpreendeu a todos com sua desistência em algumas provas na qual era considerada a favorita, no Jogos Olímpicos de 2020. Dessa forma, ela priorizou sua saúde mental em detrimento de conquistar medalhas.
Além disso, é notório o quanto a expectativa da nação representada pressiona o atleta, pois casos como o de Simone são recorrentes no meio esportivo, temos como outro exemplo a tenista Naomi Osaka que também desistiu de uma competição para priorizar a saúde mental. Desse modo, o filósofo Thomas Hobbes disse “O homem é o lobo do homem”. Consoante a isso, um país pode ser o lobo de um atleta, mas a própria mente pode ser um lobo ainda maior.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que visam diminuir os danos causados pelas cobranças excesssivas feitas aos atletas. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal, cuidar da saúde mental destes que trazem tanta visibilidade ao país, por meio de campanhas sobre saúde mental e disponibilização de psocólogos ainda no início de suas carreiras, a fim de que estes desenvolvam suas mentes para lidarem de forma saudável com a pressão do auge. Somente assim, conseguiremos recuperar os prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo.