Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 10/06/2023

Nas Olimpíadas de Tóquio em 2021, a norte-americana Simone Biles desistiu de competir para cuidar de sua saúde mental. Assim como a ginasta, diversos atletas enfrentam prejuízos devido a ausência da discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. As cobranças e a pressão advinda de todos os lados intensificam a problemática que influencia nos malefícios aos atletas brasileiros.

Sob esse viés, é importante destacar que o esporte foi criado como uma ferramenta de bem estar pessoal e social com requerimento a melhora na qualidade de vida. Todavia, os atletas de grande rendimento não adquirem esse bem estar quando o assunto é saúde mental, pois não há um preparo psicológico em centros esportivos. De acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), esses atletas possuem 70% mais chance de desencadear transtornos mentais, como ansiedade e síndrome de Burnout, e ir de encontro ao oferecido como definição, ou seja, a qualidade de vida. Um exemplo é o atleta Michael Phelps que desistiu das competições por sofrer de ansiedade e depressão.

Além disso, a falta de diálogo sobre saúde mental no âmbito do esporte também pode levar a pressão extrema de diversos setores, incluindo do próprio atleta. Segundo o tenista português, desistir do esporte foi um alívio não só pela pressão exercida pelos outros, mas exercida por ele mesmo. Sendo assim, a não maleabilidade afeta o ser humano como um todo na medida em que não aceitará perder nos treinos, nas competições e em situações de vida.

Infere-se, portanto, que a ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo é maléfica ao indivíduo como todo. Por isso, cabe ao Conselho Nacional do Esporte, como principal órgão regulador da área, introduzir psicólogos em centros esportivos e competições, realizar palestras e atividades de descontrair para que o atleta não sinta a pressão sobre ele e desencadeie doenças mentais. Por fim, a família faça o acompanhamento do atleta com relação a saúde mental, para que o atleta se sinta acolhido e não ocorra o mesmo que ocorreu com Simone Biles.