Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 22/01/2022

A sociedade, ao longo dos anos, construiu a imagem de heróis aos esportistas. Isso porque a mídia, constantemente, expõe os treinos exaustivos, a recuperação de lesões, os troféus. Todavia, a saúde mental dos atletas não é pauta para matérias jornalísticas.

Nesse sentido, o estresse e expectativa por resultados, bem como o medo de falhar são desgastes emocionais que se não forem tratados, podem levar o competidor a doecer. Exemplo disso ocorreu durante as olimpíadas de Tóquio, em 2021, ocasião em que a ginasta estadunidense Simone Biles abandonou a competição para tratar de sua saúde mental.

Ato contínuo, a dedicação do desportista aos treinos exige distancimaneto de familiares e amigos, o que torna a rotina solitária um fator desencadeador para sintomas de ansiedade, depressão, burnout. Diante disso, é importante difundir a necessidade de investimento em profissionais de psicologia, além dos gastos padrões que cada esporte exige. Todavia, a realidade financeira dos atletas não é igualitária. No Brasil, cerca de 42% dos atletas não possuem patrocínio.

Portanto, discutir sobre a saúde mental nos esportes é de suma importância. É preciso incentivar uma rede de apoio de familiares e amigos para que o atleta sinta-se menos solitário. Além disso, é importante esclarecer que mostrar vulnerabilidade é importante para tomar as medidas cabíveis de modo a aprender a conviver com os problemas. A sociedade também pode desmistificar o atleta como um ser imbatível, e, com isso, apoiar quando o mesmo decide abandonar uma competição.