Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 04/02/2022
Na obra ”Utopia”, do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se verifica na realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o prejuízo da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da pressão pelo alto desempenho quanto da depressão. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
“Ser atleta é uma profissão. Falar de saúde mental no esporte é a mesma coisa que falar da saúde do trabalhador. O atleta precisa de uma equipe multiprofissional para dar conta de tudo que é exigido dele, física e psicologicamente”, aponta psicóloga Luciana Angelo, deixando claro a importância da discussão sobre problemas relacionados diretamente aos atletas, que com o amparo correto os mesmos devem aceitar ao invés de superar os limites filtrando as expectativas externas sobre ele.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, o Ministério da Cidadania o Conselho Nacional do Esporte, em parceria com os atletas, deve investir em projetos que visem a psicologia no ambiente esportivo, por meio de psicólogos capacitados para fazer acompanhamento dos esportistas no qual tenha apoio de depoimentos de pessoas que já passaram pela mesma situação, a fim de tornar a saúde mental algo importante e discutível na sociedade. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da pressão pelo alto rendimento, e a coletividade alcançará a utopia de More.