Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 14/03/2022

No ano de 2021, ocorreram as Olimpíadas, uma série de eventos atléticos em escala mundial. Por conseguinte, vieram à tona os prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. Tais malefícios enquadram o comprometimento do bem-estar do atleta e o suicídio. Logo, isso carece de soluções.

Sob essa pauta, destaca-se o comprometimento do bem-estar do atleta. Nesse sentido, tem-se como base o zagueiro Luan, do Palmeiras, que foi alvo de muitas críticas após fracassar em um torneio mundial de 2020. Isso é preocupante, pois, por ser despreparado psicologicamente, sua saúde emocional foi prejudicada, de modo a se sentir ameaçado e desmotivado. Assim, nota-se que esse é um exemplo de como a falta de debate acerca de questões mentais impacta a vida de um esportista.

Ademais, é importante mencionar o suicídio. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o ato de se suicidar é um fato social, ou seja, uma circunstância em que a sociedade exerce poder de coerção sobre o indivíduo. Ante o exposto, percebe-se que o desfoque na saúde mental dos atletas pode resultar em autocídios, haja vista a pressão das exigências competitivas, como a ambição em ganhar medalhas, e dos fracassos profissionais na esfera esportiva.

Portanto, é necessário resolver o panorama em discussão. Para tal, a fim de garantir um bom desempenho psicológico aos esportistas, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Cidadania, impor o ensino a respeito do bem-estar mental e emocional, mediante a implementação dessa disciplina nas aulas de educação física, em escolas públicas e particulares, de forma a efetivar a saúde psíquica no ramo dos esportes. Destarte, as Olimpíadas serão um evento saudável à mente de seus participantes.