Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 24/04/2022

No filme biográfico “King Richard” pode-se observar a maneira com a qual a pressão familiar e do meio atlético afetou a saúde mental das tenistas Venus e Serena Williams. Considerando tal obra, essa se relaciona à situação em que se encontram milhares de esportistas pelo mundo. Como forma de compreender tal questão, faz-se importante destacar a pressão constante sofrida pelos atletas, bem como as consequências da mesma na saúde mental desses indivíduos.

Em primeiro lugar, é necessário considerar o contexto vivido pelos atletas na atualidade. Durante as Olimpíadas de 2020, a ginasta Simone Biles deixou a competição antes do fim, como forma de priorizar seu bem-estar mental. A partir de tal ação, pode-se inferir que a crescente exposição do mundo do atletismo, aliada ao estigma decorrente da falta de discussão sobre a questão da saúde mental, vêm afetando preocupantemente a vida pessoal e saúde dos atletas.

Outrossim, convém analisar de que forma o âmbito atlético afeta a saúde mental dos praticantes. No filme “Cisne Negro”, a protagonista lida diariamente com a pressão exercida por sua profissão, o balé artístico. Nesse meio, a bailarina desenvolve problemas psicológicos, e a busca pela perfeição afeta sua saúde mental de tal modo que a leva à morte. De forma paralela à ficção, o mesmo ocorre com atletas no Brasil. A cobrança e pressão levam a diversos transtornos mentais, como depressão, estresse, ansiedade e distúrbios do sono.

Destarte, conclui-se que, como forma de desestigmatizar a questão da saúde mental nos esportes, urge a ampla discussão da pauta. Portanto, cabe ao Governo Federal realizar campanhas de conscientização através dos principais meios de comunicação, como forma de informar a população sobre a importância da atenção e do diálogo relacionados à saúde mental das figuras públicas. Ainda, espera-se que o meio atlético busque sempre apoiar seus esportistas, para, assim, garantir o bem-estar desses.