Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 27/06/2022

A discussão sobre saúde mental é essencial na sociedade. Porém, quando observamos a ausência dela no âmbito esportivo, as ideias acerca do assunto não se estruturam e logo é desfacelado tal pensamento. Em apoio, o caso de Simone Biles, atleta olímpica americana , evidencia a negligência dos cuidados mentais nos esportes, pois ela teve de abandonar as provas das Olimpíadas de Tóquio para cuidar de seu psicológico. Portanto, cria-se a necessidade de rebuscar discussões mais constantes visando analisar os fatores condicionadores do problema.

Em continuidade a essa ideia, é válido ressaltar que há uma carência de se discutir mais assertivamente esse tema psicológico em todo lugar, não só no âmbito esportivo. Dado que, existe uma estigmatização quando o assunto é “cuidar do psicológico”, havendo falta de informação, preconceito e a falta de um meio acolhedor e social na comunidade mundial. Em apoio, é importante abordar o livro Holocausto Brasileiro da jornalista brasileira Daniela Arbex, uma vez que retrata bem o estigma social, pois, no livro, membros de famílias diferentes que sofriam de problemas mentais eram descartados pelas próprias famílias e deixadas sobre cuidados médicos. De forma análoga, o momento presente não é diferente, as mídias sociais reprimem as “aberrações” que não seguem os padrões estéticos e sociais propostos por ela. Assim, cria-se um mundo onde ocorre o desenvolvimento de distúrbios mentais relacionados a autoimagem, afirma estudos do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental de Minas Gerais.

Portanto, é evidente a necessidade de mudar esse cenário precário. Então, a Organização Mundial da Saúde em consonância aos líderes dos países, devem promover a descontrução dos esteriótipos desde a base escolar, por meio da inserção de palestras e campanhas mensais, feitas e ministradas por psicólogos e psiquiatras, com o cunho informativo e amplamente receptivo do assunto. Isso deve ser feito com o objetivo de tratar a falta de informação e preconceito a respeito da temática, a partir da formação básica do cidadão de cada país. Após isso, será possível a criação de um mundo sem julgamentos errôneos ,em todos os âmbitos, e bem longe da realidade abordada no livro Holocausto Brasileiro.