Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 26/06/2022
A saúde mental é um fator significativo que possibilita o ajuste necessário para lidar com as emoções positivas e negativas. Devotar em estratégias que proporcionem o equilíbrio das funções mentais é essencial para um convívio social mais saudável. Mas ultimamente temos visto uma queda na saúde mental de indivíduos mundialmente, principalmente os atletas de nível olímpico, que são impostos a treinos que os sobrecarregam fisicamente e principalmente, mentalmente.
Em primeira análise, é de extrema importância salientar que há muitas razões que levam o desportista a desenvolver transtornos mentais. Como o processo de treinamento, onde o foco principal é no corpo e sua resistência, nada obstante, devido a pressão interna e externa em triunfar nas competições, leva o esportista à desenvolver depressão e ansiedade.
Também, vale como exemplo, o caso de Simone Biles, profissional na ginástica artística e vencedora de diversas medelhas no mundo olímpico, a qual teve de desistir dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, para cuidar de sua saúde mental a qual justificou, “No fim, somos pessoas e, em alguns momentos, você simplesmente tem que dar um passo atrás”. Outro exemplo desse desgaste na saúde mental em desportistas é a situação de Naomi Osaka, a segunda melhor tenista do mundo, que também decidiu por deixar duas das competições mais importantes da modalidade. Conflitos frequentes com a imprensa e crises de depressão que a acometem desde 2018 motivaram a desistência.
Diante do exposto, cabe ao Conselho Nacional do Esporte amplificar no seu planejamento o auxílio de um psicólogo com a determinação de amparar a base os atletas, como a pressão que eles vão experimentar ao longo de suas carreiras.