Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 26/06/2022

Nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, apesar de os gregos buscarem, através das práticas de desporto, a paz e a harmonia entre as pólis, Atenas e Esparta eram grandes rivais, que mesmo indiretamente, pressionavam seus atletas para a busca pela vitória, podendo deixar alguns cidadãos afetados psicologicamente.Com efeito, faz-se oportuno analisar o sistema educacional fragilizado e a pressão exacerbada sobre os atletas pela sociedade como agravantes do revés.

Diante dessa conjuntura, é preciso, antes de tudo, discorrer acerca da lacuna educacional. Sendo assim, a obra “Pedagogia da Autonomia”, do patrono da educação brasileira Paulo Freire, destaca a importância de fomentar não só o conhecimento técnico-científico, mas também temas reflexivos e críticos. No entanto, pode-se afirmar que a maioria das instituições de ensino, uma vez que são conteudistas, não combate alguns entraves atuais, como a ansiedade e a auto-aceitação e, portanto, não forma indivíduos da forma de que Freire idealizou.

Além disso, a pressão da coletividade atua como coadjuvante na questão. Nesse contexto, a CNN Brasil relata o caso de Simone Biles, atleta norte-americana que decidiu abandonar as Olimpíadas de Tóquio devido à sua saúde mental, sendo alvo de comentários acerca da falta de amparo psicológico para a ginasta. Sob essa perspectiva, é preocupante o fato de que o tecido civil, juntamente com os meios midiáticos, exerce uma pressão exagerada no âmbito esportivo, deixando de lado a condição do bem-estar dos atletas, podendo ocasionar danos como o estresse e , até mesmo, a depressão.

Outrossim, cabe à mídia executar campanhas informativas que empoderem as vítimas que sofrem com doenças e com problemas mentais e ,também, instruir a sociedade para mitigar a pressão exercida sobre os atletas. Assim, a realidade da nação será diferente do contexto vivido pelos atletas das pólis gregas e pela ginasta Simone Biles.