Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 28/06/2022

Nas finais das Olimpíadas de 2020, a ginasta Simone Biles, dos Estados Unidos, abandonou a final por esquipes da ginástica artística e a final individual geral, surpreendendo o mundo todo. A decisão da ginasta trouxe á tona a discussão sobre a saúde mental dos atletas e esportistas, e como tal assunsto é pouco discutido.

Todo atleta presente em uma competição almeja a vitória, desde o momento aonde decidiu participar da competição até o momento da competição. A pressão para ser o melhor presente na disputa e o medo de falhar geram vários problemas, dos quais afeta mentalmente o atleta, impactando no seu desempenho. Esses problemas prejudicam o atleta de se dedicar de forma saudável a uma modalidade.

Como foi citado o exemplo da ginasta Simone Biles, que prefiriu abandonar a competição para cuidar de sua saúde mental, os quais não deixavam ela competir. Dessa forma, é possível ver que a pressão exagerada no âmbito esportivo rompe a harmonia do atleta gerando uma deformação do espírito esportivo. Além disso, outro fator determinante é a depressão. Como mostra os dados da Fiocruz, cerca de 80% dos atletas entrevistados têm sintomas de depressão. Diante disso, o estresse e a frustação com as derrotas faz com que o atleta se sinta incapaz e insuficiente de conquistar seus objetivos, entrando assim em tristeza absurda. Dessa forma, o esportista se isola por medo dos julgamentos e por falta de ajuda para enfrentar o transtorno.

Portanto, para melhorar a segurança da saude mental dos atletas e esportistas, é preciso previnir tais problemas, de forma que a pressão em cima do atleta seja aliviada. Dessa forma, é necessário o investimento em projetos que visem a psicologia no ambiente esportivo, por meio de psicólogos capacitados para fazer o acompanhamento dos atletas no qual tenha apoio de depoimentos de pessoas que já passaram pela mesma situação, a fim de tornar a saúde mental algo importante e discutível na sociedade.