Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 21/06/2022
Nas olimpíadas de 2021, realizada no Japão, a ginasta americana Simone Biles passou por um momento difícil em sua carreira, onde caiu de um aparelho, o que ela mais domina, saindo devastada das apresentações e dando indícios de problemas relacionados a sua saúde mental. A realidade vivida pela atleta norte-americana, desencadeou várias discussões de como solucionar esses problemas em profissionais do esporte, que estão constantemente sujeitos a altos níveis de cobrança por vitória e perfeição. A ausência desse tipo de discussão nesse meio causa danos para os atletas, isso ocorre tanto pela cobrança excessiva, quanto pelo frenético ritmo competições e treinos.
Sob esse viés, no “mundo do esporte” existe muitas cobranças, por parte dos treinadores e patrocinadores, visando sempre que os atletas busquem suas melhores metas e possuam maior índices de vitórias para a equipe ou até mesmo para o país natal, porém essa pressão pela conquista pode gerar problemas psicológicos nesses atletas. Torna-se evidente, portanto, que esses competidores estão constantemente lidando com certo tipo de pressão durante treinos e competições e devem ter o apoio psicológico frequentemente a sua disposição.
Consequentemente, o grande número de treinos e competições abala o psicológico desses atletas, que acabam ficando exaustos fisicamente e mentalmente, podendo chegar a momentos que o corpo e a mente não suportam mais tanta pressão e obrigação pela vitória. Sendo assim, percebe-se que existe a necessidade de todos os ambientes do esporte terem um apoio profissional (psicólogos) para efetuar conversas e proporcionar amparo para quem precisa.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para diminuir os impactos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. A Secretaria do Esporte deve promover a obrigatoriedade da presença de psicólogos em todas as equipes esportivas do país, por meio da criação de uma lei, onde afirma essa obrigatoriedade, a fim de que a “população do esporte” possam se sentir acolhidos por profissionais adequados e capazes de ajudar em suas necessidades. Somente assim, os competidores aguentarão toda a sua caminhada nessa profissão que é tão cobrada.