Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 27/06/2022
Em Esparta, importante polis grega, os meninos eram exaustivamente treinados para serem guerreiros que defendiam sua cidade. Dessa forma é notável que a pressão causada em torno dos atletas de alta performance, tem sido o gargalo para que as doenças mentais no âmbito esportivo sejam vistos como um grande problema. É necessário que algo seja feito para que estes problemas sejam minimizados.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que a pressão exercida pelos treinadores e o público, os treinos exaustivos que podem trazer desequilíbrios emocionais quanto físicos. Segundo Immanuel Kant, em sua teoria do Imperativo Categórico, os indivíduos deveriam ser tratados, não só como coisas que possuem valor, mas como pessoas que têm dignidade, assim inferisse a necessidade de apoio psicólogos, psiquiatras em competições e em treinos.
Além disso, outro fator determinante é a depressão. De acordo com dados da Fiocruz, cerca de 80% dos atletas entrevistados têm sintomas de depressão. Diante disso, o estresse e a frustação com as derrotas faz com que o atleta se sinta incapaz e insuficiente de conquistar seus objetivos, entrando assim em tristeza absurda. Dessa forma, o esportista se fecha por medo dos julgamentos e por falta de ajuda para enfrentar o transtorno.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas públicas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, o Poder Público, em parceria com os atletas, deve investir em projetos que visem a psicologia no ambiente esportivo, por meio de psicólogos capacitados para fazer acompanhamento dos esportistas no qual tenha apoio de depoimentos de pessoas que já passaram pela mesma situação, a fim de tornar a saúde mental algo importante e discutível na sociedade. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da pressão pelo alto rendimento, e a coletividade alcançará a utopia de More.