Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 24/06/2022

A serotonina é um hormônio presente no corpo humano que tem a função de regular o humor, sendo chamado de “hormônio da felicidade”. Se não estimulada, seja por meio de esportes, alimentação saudável ou até mesmo consultas com psicólogos, sua produção pode acarretar uma série de doenças mentais, como

ansiedade e depressão. Destarte, este empecilho, no âmbito esportivo, deve ser debatido com foco em dois pontos principais: a má influência midiática e suas consequências.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que atletas que se destacam constantemente chamam muita atenção de quem os acompanha, gerando na mídia uma alta expectativa de que eles sempre vencerão. Tal situação exerce uma grande pressão psicológica no competidor, que acaba adotando o pensamento de que, se perder, será linchado nas redes sociais e no meio familiar. Com isso, o medo excessivo de perder e decepcionar aqueles que torcem pelo esportista proporciona desconcentração, estresse e, possivelmente, queda na taxa de serotonina, podendo levá-lo a desencadear algo como a depressão.

Por conseguinte, também se faz presente a falta de auxílio de controle emocional do atleta por meio de seus técnicos. Esse fator decorre da ansiendade que no orientador se faz presente, visto que possui tanta vontade de vencer quanto seu competidor e, portanto, sofrem da mesma forma. Segundo Thomas Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem e, então, ele próprio se submete à autosabotagem por meio de pensamentos negativos, que atrapalham seu rendimento físico antes e durante os torneios, pois não há preparo emocional para que o atleta se sinta confiante em situações de estresse.

Sendo assim, faz-se necessário que medidas estratégicas sejam tomadas. Por meio de cursos e palestras em academias e escolas, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Esporte e psicólogos, orientar educadores físicos quanto aos problemas mentais que um atleta pode desenvolver, a fim de fazer com que ambos tenham um melhor controle emocional em campeonatos. Somente assim seria possível melhorar a saúde dos competidores, diminuindo os casos de depressão e estabilizando o nível de serotonina no corpo.