Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 27/06/2022
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante mais importante do Brasil, prevê em seu artigo 6° o direito de todo cidadão brasileiro à saúde. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se trata da saúde mental dos atletas, que sofrem uma enorme pressão física e mental para atingirem uma alta performance. Assim, configurando-se como uma problemática que deve ser resolvida urgentemente.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamen-tais que visam cuidar da saúde mental dos atletas brasileiros. Dessa forma, tal situação vai permeando e culminando em uma série de problemas, segundo Hipócrates, médico e filósofo da Grécia Antiga diz que o homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio. Assim, por conta da pressão interna e externa que os atletas sofrem para ter um bom rendimento, em fazer tal ato leva o atleta à desenvolver diversos problemas de saúde mental.
Ademais, é fundamental apontar a ineficiência do preparo psicológico dos atletas pelas organizações esportivas como um dos causadores desse problema. A exemplo está o recente caso da ginasta norte-americana Simone Biles, que desisitiu de participar da Olimpíadas de Tóquio, devido à problemas psicológicos provocados pela pressão que tinham em cima dela. Diante disso, faz-se necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Depreende-se, portanto, a necessidade de discutir sobre a saúde mental no âmbito esportivo e assim acabar com esse problema. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde junto às organizações esportivas, forneçam ajuda psicológica e acompanhamento de profissionais aos atletas, além de oferecer palestras sobre o tema. Com isso, o Estado desempenharia corretamente o seu papel, além de formar uma sociedade que preza pela saúde dos atletas.