Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 28/06/2022
Na música “Superstar” do cantor G-dragon, retrata a sua vivência desde que era apenas um garoto que sonhava em ser cantor tendo então que se tornar “um homem autoproduzido”, e consequentemente havendo concretizando o objetivo se encontra com várias questões desenvolvidas nesse processo ao ponto de pedir ajuda. De forma semelhante, os atletas deparam-se com impasses que os levam a desencadear problemas de saúde mental, assim como a idealização do homem forte que atrapalha ao profissional do esporte de buscar amparo.
Além disso , outro fator determinante é a depressão. De acordo com dados da Fiocruz, cerca de 80% dos atletas entrevistados têm sintomas de depressão. Diante disso, o estresse e a frustação com as derrotas faz com que o atleta se sinta incapaz e insuficiente de conquistar seus objetivos, entrando assim em tristeza absurda. Dessa forma, o esportista se fecha por medo dos julgamentos e por falta de ajuda para enfrentar o transtorno.
Ademais, vale ressaltar que o atleta é visto como alguém forte quando então é demostrado o contrário disso o meio social tende a responder de forma negativa. Nesse viés, segundo Adorno, o sociólogo que estudou a indústria cultural, a mídia cria certos esteriótipos que tiram a liberdade de pensamento dos espectadores, forçando imagens, muitas vezes errôneas, em suas mentes. Sob essa ótica, é notável que a construção social tratado pelo Adorno contribui para que o indivíduo guarde suas frustações para si, o que no âmbito do esporte gera profissionais com um ponto fraco já que o cuidado é falho.
Em síntese, a preservação da saúde mental de um atleta, esbarra na falta de informações e na pressão pela vitória. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, através de parcerias com professionais da área e centros esportivos, promover o apoio psicológico e palestras sobre competição saudável, com o fito de prevenir a incidência de doenças mentais entre esse público. Tal medida, também contribuirá para a formação de novos atletas, que poderão representar o Brasil com orgulho nas próximas Olimpíadas de Paris, em 2024.