Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 28/06/2022

De acordo com a Constituição de 1988, o Estado deve, por meio de um contrato social, garantir a sociedade direitos básicos, como saúde e bem-estar social. Entretanto, quando se observa os crescentes problemas psicológicos no âmbito esportivo, percebe-se que a Constituição é refutada, tendo em vista que, devido a pressão midiática sob os indivíduos, consequências são geradas. Assim, é imprescindível uma solução para o impasse.

Em primeiro plano, a mídia exerce um papel extraordinário em uma sociedade, interferindo em suas atitudes e o meio. Assim, atribuem um papel de heroísmo sob os atletas, de modo que o erro seja algo condenável pelos indivíduos. Dessa forma, a grande pressão gerada faz com que haja a busca pela perfeição, causando muitas vezes grandes problemas psíquicos. Visto isso, vale citar o surfista brasileiro Gabriel Medina, que após ter sua saúde mental exposta a cobranças, deixou as primeiras etapas do Campeonato Mundial de Surfe.

Nessa perspectiva, diante das adversidades mencionadas, há o impacto negativo no bem-estar psicológico do ser, influenciando todos os aspectos de sua vida. Dito isso, o desenvolvimento de depressão e ansiedade são comuns, uma vez que não há o equilibrio emocional necessário. Segundo pesquisas publicadas pela Fiocruz, em 2021, cerca de 80% de atletas entrevistados relataram o desenvolvimento de ansiedade, insônia e depressão, expondo assim essa problemática vigente no país.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar o impasse. Logo, cabe ao Ministério do Esporte, juntamente á instituições esportistas, a elaboração de espaços voltados especificamente para a área psicológica, dispondo de profissionais especializados em tempo integral, a fim de promover o cuidado e manutençõ do bem-estar desse grupo.