Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 27/06/2022
Nos jogos olímpicos deste ano, realizados em Tóquio, os atletas brasileiros obtiveram desempenho histórico na conquista de um total de 21 medalhas. Entretanto, o excelente resultado muitas vezes deixa de lado a preservação da saúde mental, principalmente em atividades de alta performance. Nesse sentido, convém a análise da falta de informações adequadas e da pressão exacerbada que é imposta aos atletas.
Em primeira análise é possível perceber que a alta pressão pelo desempenho é fator determinamte para o problema. Segundo o atleta protuguês André Gomes ” com a pressão dos outros eu vivo bem, com o que eu não vivo bem é com a pressão que coloco em mim mesmo. Sob essa ótica, com a pressão discrepante que o atleta coloca em si mesmo, faz com que ele passe dos seus limites fisícos e psicológicos acarretando em transtornos mentais que pode vim a gerar a morte. Desse modo, a busca pelo alto rendimento sem apoio psicológico necessário é um risco para a saúde dos esportistas.
Outrossim, é a depressão que é fator importante para compreender o assunto. De acordo com dados da Fiocruz, cerca de 80% dos atletas entrevistados têm sintomas de depressão, isso devido o estresse e a frustação com as derrotas faz com que o atleta se sinta incapaz e insuficiente de conquistar seus objetivos, entrando assim em tristeza absurda. Dessa forma, o esportista se fecha por medo dos julgamentos e por falta de ajuda para enfrentar o transtorno.
Mediante o exposto, se torna nítido que a saúde mental dos atletas tem a ver com a falta de apoio psicológico. cabe ao Ministério da Saúde, através de parcerias com professionais da área e centros esportivos, promover o apoio psicológico e palestras sobre competição saudável, com o fito de prevenir a incidência de doenças mentais entre esse público. Contribuindo para formação de atletas saudaveis fisicamente e mentalmente, podendo assim, competir e gerar grandes vitórias.