Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 27/06/2022
Nos jogos olímpicos de 2020, realizados em Tóquio, os atletas brasileiros obtiveram desempenho histórico na conquista de um total de 21 medalhas. Entretanto, o excelente resultado muitas vezes deixa de lado a preservação da saúde mental, principalmente em atividades de alta performance. Nesse sentido, convém a análise da falta de informações adequadas e da pressão exacerbada que é imposta aos atletas.
Em primeiro lugar, a falta de conhecimento informativo distancia o esportista do pleno equilíbrio mental. Por analogia, o quadro se desenvolve como o previsto pela atitude “Blasé” do sociólogo Georg Simel, o indivíduo age com indiferença em situações que demandam atenção. Desse modo, sem acesso à informação certa e à assistência adequada, podem ser desencadeadas múltiplas doenças mentais, que, infelizmente, refletem no desempenho físico e na vida cotidiana do mesmo.
Além disso, a pressão para ser sempre o melhor constituiu uma barreira que impede o atleta de se dedicar de forma saudável a uma modalidade. Similarmente, durante as Olimpíadas deste ano, a ginasta norte americana Simone Biels, desistiu da competição para tratar de problemas de cunho mental, os quais, não a deixavam segura para competir. Dessa forma, é possível evidenciar que a pressão exagerada na ordem esportiva rompe a harmonia do atleta gerando uma deformação do espírito esportivo.
Em síntese, a preservação da saúde mental de um atleta, esbarra na falta de informações e na pressão pela vitória. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, através de parcerias com professionais da área e centros esportivos, promover o apoio psicológico e palestras sobre competição saudável, com o fito de prevenir a incidência de doenças mentais entre esse público. Tal medida, também contribuirá para a formação de novos atletas, que poderão representar o Brasil com orgulho nas próximas Olimpíadas de Paris, em 2024