Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 27/06/2022
Nas Olimpiadas de 2021, ocorridas no japão, a tenista Naomi Osaka também de origem japonesa anúnciou em suas redes sociais que não participaria de quaisquer entrevistas relacionadas ao evento, devido a desconsideração ocorrente nas perguntas feitas, o que se remete a saúde mental dos participantes.
Este marco é um exemplo de exaustão de vários atletas, que mantém seu porte físico com excelência, lidam com a exigência de ser quase perfeito, e se esquecem do equilibrio mental, causando conflitos internos nestes.
A pressão da mídia, treinadores e torcedores é enorme, o que pode causar crises de ansiedade, dúvidas frequentes sobre sí mesmo e descrença no própio potencial desses atletas, o que pode chegar até desistência., como no caso de Simone Biles, considerada uma das maiores ginastas de todos os tempos, mas decidiu se afastar dos esportes de 2020 alegando “No fim, somos pessoas e, em alguns momentos, você simplesmente tem que dar um passo atrás”.
Partindo do princípio de que atletas são pessoas normais, é importante lembrar de suas necessidades. A maioria começa sua carreira na adolescência, trocando boa parte da juventude pelos treinos, e em datas comemorativas geralmente estão longe da familia, coisas essas que parecem simples, porém são essenciais para a parte emocional. Pois se não tiverem uma rede de apoio e um acompanhamento psicológico adequado, os atletas podem desenvolver vários tipos de problemas, como depressão, irritabilidade, compulsão alimentar, hiperatividade, e entre outros.
Uma solução para essa problemática são os chamados “psicólogos esportivos”, que integram a equipe técnica, com o papel de tratar a saúde mental dos esportistas. Estes devem prover o apoio necessário e acompanhar possíveis conflitos internos, para que a performance do atleta não seja afetada.