Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 23/06/2022

O escritor inglês Thomas More retrata em sua obra “Utopia” uma sociedade perfeita, onde o padrão corporal caracteriza-se pela ausência de problemas. No entanto, a realidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de debates sobre saúde mental no âmbito esportivo apresenta grandes barreiras, as quais dificultam a concretização do que é apresentado por More. Logo, esse cenário é fruto da pressão pelo alto desempenho, diante disso, medidas são necessárias para a resolução desse panorama.

Primeiramente, convém ressaltar que a pressão pelo alto desempenho é o principal problema, já que, segundo o atleta português André Gomes, “Com a pressão dos outros eu vivo bem, com o que eu não vivo bem é a pressão que coloco em mim mesmo”. Sob esse viés, é notório que a pressão que o atleta exerce sobre si mesmo faz com que ele extrapole seus limites, acarretando transtornos psicológicos, ou seja, pode-se observar que a busca pelo alto rendimento sem apoio psicológico gera danos a saúde dos esportistas.

Segundamente, vale lembrar outro fator determinante que é a depressão. De acordo com estatísticas da Fiocruz, cerca de 80% dos atletas entrevistados têm sintomas de depressão. Portanto, pode-se constatar que, o estresse e as falhas nas competições fazem com que o atleta se sinta incapaz, um fator decretório para os sintomas da doença. Diante disso, devido a falta de suporte, muitos não buscam ajuda e acabam passando por isso sozinhos.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse panorama. Cabe ao Poder Público, juntamente aos atletas, investir em projetos que contribuam e acrescentem na psicologia no ambiente esportivo, por meio de psicólogos especializados na área, a fim de tornar a saúde mental algo importante e que deve ser discutido. Dessa maneira, no decorrer do tempo, resultados serão vistos e comprovados, para assim, alcançar a utopia de More.