Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 27/06/2022

No livro norte-americano “De Lukov, com amor” apresenta como uma patinadora artística lida com a ansiedade e as perdas nas competições e com a pressão vinda dos fãs e de colegas do esporte. Analogicamente, é possível fazer uma comparação com a atual situação dos atletas de todo o mundo e em como eles lidam com a pressão e os ataques recebidos através não só de redes sociais, mas também advindos de si mesmo.

Em primeira instância, é de grande importância salientar que quando se está no mundo dos esportes, é inevitável que apareça “haters” (em tradução direta para o português é “inimigos”) nas redes sociais, podendo prejudicar assim o psicológico do esportista. Dessa forma, as ideias de John Locke a respeito do “contrato social” são violadas, uma vez que o Estado não cumpre com o seu dever de assistir a sociedade de uma maneira prevista pela Organização das Nações Unidas (ONU), principalmente acerca da saúde mental dos atletas. O que por infelicidade assola o país diariamente.

Além disso, deve-se ressaltar que a falta de acompanhamento psiquiátrico com os atletas é um motivador da problemática abordada na sociedade, na medida em que segundo a CNN, cerca de 36% dos jogadores podem sofrer com transtornos psicológicos, como a ansiedade, depressão, compulsão alimentar, entre outros. Diante disso, é valido relatar o caso da ginasta Simone Biles, que desistiu da participação da Olimpíada de Tóquio em 2020, visando um maior cuidado com a sua saúde mental. Nesse sentido, percebe-se a urgência em descontinuar as circunstâncias vividas.

Portanto, diante ao exposto, é visível a importância para que medidas sejam tomadas para mitigar a problemática. Urge que o Ministério da Cidadania em uma ação conjunta com o Ministério da Saúde, coloquem a disposição psicólogos e psiquiatras para atletas, além da proibição de jogar caso não estejam aptos, visto que há uma grande conturbação mental durante a época de competições. Assim, consolidadando não só os ideais do “contrato social” de Locke, mas também para contornar a história da protagonista do livro “De Lukov, com amor”.