Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 29/05/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, os prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo são fatos sociais patológicos. Sob esse viés, essa problemática é agravada pela omissão estatal e pela desinformação.
Nesse panorama, a omissão estatal é uma indubitável promotora da escassez de preservação de saúde mental nos esportes. Sob essa ótica, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Contudo, esse acordo é quebrado pelo inóquo empenho exercido pelo Estado no amparo dos competidores brasileiros, porque não oferece as condições materiais de uma preparação tranquila, com um criminoso descaso à população, que lida com uma carga tributária alta. Assim, casos de depressão tendem a ser intensificados, como o do ex-jogador Nilmar (Santos Futebol Clube).
Ademais, a falta de conhecimento é uma notória incentivadora da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. Nessa conjuntura, conforme o colunista Venê Casagrande, o jogador flamenguista “Vitinho”, apesar de ser um dos melhores nos treinos, sofre pela pressão da torcida em jogos oficiais. Diante disso, essa situação demonstra a mazela vivenciada por muitos desportistas, porquanto os torcedores não entendem o quão maléfico um comentário desnecessário pode ser. Dessa forma, a propagação de informações deletérias propicia a proliferação do desrespeito aos esportistas e, portanto, declínios em seus desempenhos.
Destarte, é mister haver uma ponderação sobre as medidas de combate aos prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo. Sob essa perspectiva, para que haja uma aplicabilidade das ideias de Hobbes e, consequentemente, um país justo, os congressistas devem criar uma bolsa de apoio a atletas em situação de risco, como moradores de áreas perigosas, por intermédio do apoio de psicólogos. Somado a isso, a sociedade civil deve criar campanhas de conscientização sobre o respeito aos limites, com o uso de uma linguagem apelativa, por meio do apoio formal do presidente.