Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo

Enviada em 29/08/2022

Segundo o artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” Contundo, ao analisar os prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivado pela pressão exercida sob os atletas para ganhar e pela banalização dos transtornos psicológicos promove mais um impasse entre os cidadaõs do país.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar a pressão sob os atletas para ganhar como um dos impulsionadores. Nessa perspectiva, Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a obrigação do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso no corpo social. Entretanto, as autoridades rompem com essa conformidade, pois não dão importância para a saúde mental dos indivíduos no meio do esporte. Logo, é inaceitável que a situação perdure na corporação brasileira, caso contrário, trará mais consequências prejudiciais para a saúde mental no âmbito esportivo brasileiro.

Ademais, os entraves acerca da banalização dos transtorno psicológicos sintetizam outro desafio a ser sanado com urgência. Sob a perspectiva da escritora Marina Colassantin na crônica “Eu sei, mas não devia”, a sociedade moderna banaliza os seus problemas sociais. Nesse contexto, há de se perceber a intrínseca relação com a ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo, pois a banalização ocasiona a intensificação do problema.

Em suma, para a diminuição dos prejuízos causados pela ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo, é necessário que medidas sejam tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério do Esporte, por meio de psicólogos esportivos, devem fornecer um acompanhamento psicológico adequado, buscando amenizar a cobrança em busca da perfeição buscada pelos atletas. Desse modo, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no Brasil.